sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O tempo de mudar de atitude.

A negação de Pedro

“...Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu. Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem. E, daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és deles, pois a tua fala te denuncia. Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.” Mt 26-75




Nesse período de final de ano, acredito que temos que fazer um balanço geral de nossa vida.

Até que ponto podemos levar nossas convicções, idéais e ética pessoal?

A negação de Pedro nós faz lembrar das promessas que fazemos e que não cumprimos, pois o tempo da maturidade ainda não chegou. 


Após esse episódio, Simão Pedro, descobriu em si uma coragem que até então desconhecia, ele  se tornou o fundador do cristianismo, propagador de várias idéias e algum tempo depois morreu na cruz em Roma.

Ele pediu para ser cruxificado de cabeça para baixo, pois não se achava digno morrer igual ao Mestre.


A cruxificação de Pedro

Assim como Pedro, somos chamados durante nossa vida para cumprir nossas promessas, no final das contas, nada ficará impune de nós mesmos, pois de algum modo nossas ações reverberam no tempo e espaço, fazendo com que alguns de nós vivam enquanto outros apenas existam no materialismo mundano e no imediatismo das pulsões.
A negação de Pedro o tornou mais forte.

Em algum momento ele aprendeu com sua decisão e aceitou as consequências de seus atos.

A nós, gestores, trabalhadores e demais atores sociais da área de saúde precisamos, acima de tudo, fazer valer nossas palavras sejam elas quais forem, nem sempre elas poderão agradar gregos e troianos. Ao encarar nossas ações e ao doarmos mais para nossas convicções, estaremos fazendo a diferença e mesmo assim ainda será muito pouco diante da chance que nos é dada nessa vida.

Humanizar é se conhecer. 


Carpe Diem.

2 comentários:

  1. Humanizar é um trabalho difícil. Uma vez me perguntaram como pode ser esse negócio de humanização, pois já somos todos humanos (foi meio que uma piada Darwiniana), aí eu respondi: As vezes as relações entre as pessoas se brutalizam muito, tornam-se agressivas essas discurssões, onde um grupo insiste em falar e o outro também.

    As vezes as pessoas esquecem que tem duas orelhas e uma boca, como diria minha avó.

    ResponderExcluir
  2. Minha avó curtia Raul Seixas.

    Saudades dela...

    ResponderExcluir